75 vítimas da tragédia no RS ainda correm risco de morte

Cresce o temor de que a tragédia de Santa Maria, que vitimou 231 pessoas na madrugada de domingo possa ter proporções ainda maiores em número de mortos. Segundo autoridades de saúde do Rio Grande do Sul e do governo federal 75 pacientes vítimas do incêndio permanecem em estado crítico de saúde, com risco de morte. De acordo com a Agência Brasil, dos internados na própria cidade de Santa Maria há 33 pacientes nesta condição crítica, intoxicados gravemente pela fumaça ou com grandes queimaduras.

AE, Agência Estado

28 de janeiro de 2013 | 21h17

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os 75 casos gravíssimos envolvem necessidade de diálise permanente, medicação para manter a pressão sanguínea e ventilação mecânica, por exemplo. Em dois casos, a situação é tão crítica que as pessoas não puderam ser transferidas de Santa Maria para Porto Alegre, porque não suportariam a viagem.

O ministério alerta ainda que novos casos críticos ainda podem surgir, pois alguns sintomas da intoxicação podem aparecer horas depois, como foi o caso de 30 pacientes que procuraram a Unidade de Pronto Atendimento porque tiveram tosse e falta de ar. "Depois da data do incêndio, mesmo pessoas que inicialmente não tiveram nenhum sintoma, começaram a aparecer com sinais de tosse, falta de ar e começaram a evoluir para o que nós chamamos de uma pneumonite química", explicou o ministro, referindo-se. Esses casos de pneumonite podem se agravar rapidamente e levar o paciente à morte se não forem tratados. As informações são da Agência Brasil.

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