A artista do prêmio

Quem assina o prêmio deste ano é Leda Catunda, uma das mais importantes artistas da chamada Geração 80 (nome de uma exposição marcante no Parque Lage, no Rio, com Sergio Romagnolo, Jorge Guinle, Beatriz Milhazes, Leonilson, Daniel Senise, entre outros). A artista conseguiu uma proeza: não saiu do seu tema mais recente, as formas de pano que escorrem como gotas, orgânicas e irônicas, mas ligou-as à comida. Os gomos coloridos fazem pensar em sorvete, em finas camadas de mil-folhas ou em pequenos macarons de sabores variados, sem perder o impacto pictórico e formal. Na verdade, são uma representação poética de línguas. O principal interesse de Leda é explorar, num ritmo pós-pop inaugurado décadas atrás por Claes Oldenburg, o tema da maciez e dos objetos táteis e aparentemente inofensivos, elevando a cotidianidade a um patamar de estranheza. Leda participou de importantes mostras, entre elas a Bienal de São Paulo de 2008, e tem obras nos principais acervos do País, públicos e privados, como o do MAM. O Prêmio Paladar é sempre produzido por um artista plástico convidado. Precederam Leda Catunda os artistas Pinky Wainer, Gustavo Rosa e Luciano Scherer. Uma reprodução fotográfica do trabalho original em tamanho grande será entregue aos melhores em cada categoria e, em versão menor, a todos os concorrentes.

26 Novembro 2009 | 12h03

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