A couve que é tendência

Como muitos vegetais da família do repolho, a couve-de-bruxelas gosta de clima frio – fica mais bonita e mais doce e há até quem diga que uma ligeira geada a deixa ainda mais saborosa. Veja também  Receita figos, bacon e couve de bruxelas  Mark Bittman prepara figos, bacon e couve de bruxelas (dublado)  Mark Bittman prepara figos, bacon e couve de bruxelas (em inglês) Nos anos recentes teve uma feliz trajetória rumo a virar tendência: apareceu cozida em caldo até ficar dourada, foi cortada ao meio e salteada... A opção do momento é ser rasgada, como costuma se fazer com folhas verdes como a couve. Rasgá-la assim reduz pela metade o tempo de cozimento da couve-de-bruxelas e resulta num textura uniforme e crocante. Isso pode ser feito rapidamente num processador equipado com disco de fatiar (não de ralar). Ou na ponta da faca. Quando cozida inteira, é comum a couve-de-bruxelas dourar e até ficar meio queimada por fora, mas com o interior tenro. Não é que fique ruim assim, mas sempre é bom tentar uma alternativa. Tenho certeza de que uma das razões pelas quais a couve-de-bruxelas cresceu em popularidade é o fato de ser frequentemente combinada com bacon, e não quero mudar essa dupla. O que vou fazer é cozinhar os dois ingredientes com figos – frescos são melhores, secos são mais fáceis de encontrar dependendo da época –, uma combinação celestial. Refoguei a couve-de-bruxelas e os figos na gordura liberada pela fritura do bacon, acrescentando água suficiente apenas para amolecer tudo e fundir os sabores. Após reduzir o líquido e checar se os figos e a couve estavam tenros, finalizei o prato com um pouco de vinagre balsâmico (mas suco de limão também resolve). Foi apenas para a acidez dar o toque certo nessa combinação doce-defumada que parece uma paisagem de outono.

29 Outubro 2009 | 13h18

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