''A disputa não vai acabar no domingo''

Adriano aposta: São Paulo não leva título. E vê bom duelo com Ronaldo

Leonardo Maia, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

O Campeonato Brasileiro terá no domingo dois encontros muito aguardados desde seu início. Adriano de um lado, Ronaldo do outro. A torcida do Flamengo nas arquibancadas, o Fenômeno no campo vestindo outra camisa que não a rubro-negra. Quando o time carioca e o Corinthians se enfrentarem no Brinco de Ouro, em Campinas, o embate entre os amigos envolverá também a briga pelo título.

"O campeonato não acaba domingo. Pode ter certeza", garantiu Adriano. "Tudo será decidido na última rodada", comentou, acreditando que o líder São Paulo, que enfrenta o Goiás, em Goiânia, não abrirá vantagem suficiente sobre o Flamengo para conseguir matematicamente o heptacampeonato.

O artilheiro da competição, com 19 gols, ressaltou que a partida será marcada por confronto entre equipes de tradição e tentou minimizar a importância do duelo pessoal com Ronaldo. Mas, sem falsa modéstia, admitiu que sua presença e a do Fenômeno num mesmo jogo e de lados opostos despertam o interesse da imprensa e dos torcedores. "São dois grandes jogadores, cada um muito importante para sua equipe."

Adriano aposta que a torcida vai provocar Ronaldo. "Não queria estar na situação dele. Todo mundo sabe que ele é torcedor do Flamengo, tem muito carinho pelo clube, mas optou pelo Corinthians", comentou o jogador, que fez um pequeno lobby para ver Ronaldo em mais uma Copa do Mundo. "Eu me vejo na Copa e acho que se mantiver o trabalho que venho fazendo estarei lá. Acho que ele também pode se garantir. Vou torcer por ele."

O flamenguista revelou conversar muito com o atacante corintiano. Não sobre futebol. "Vivemos o tempo todo no futebol. Quando nos encontramos, falamos de nós mesmos, de família." Quando tomarem o gramado, às 17 horas de domingo, Adriano e Ronaldo apertarão as mãos e trocarão abraços.

Adriano espera ser artilheiro e campeão para consagrar o retorno ao futebol. O Fenômeno quer mostrar que a paixão pelo clube carioca é coisa do passado e que ainda pode ser útil à seleção.

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