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A gastronomia está toda prosa

Livros sobre dois dos mais famosos restaurantes do mundo - D.O.M. e Noma - monopolizaram atenções na Feira de Frankfurt, onde despontaram tendências; o próximo passo é a expansão do mercado de e-books de cozinha

Rafael Tonon, Especial para o Estado / FRANKFURT, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2013 | 02h21

A diversificação dos títulos de comida e bebida pelos estandes da Feira de Frankfurt comprova o crescimento do setor e aponta tendências. Muito além das receitas, hoje o mercado editorial gastronômico tem livros para quem gosta de coquetelaria, vinhos, e até para o público infantil (subnicho em alta).

Há títulos também para todos os bolsos, entre eles Ma Cuisine Française, do chef francês Yannick Alléno, publicado no ano passado pela editora de luxo Laymon, que custa 1,5 mil - é o livro de gastronomia mais caro do mundo. E tem gente que compra. Mas o que vende mesmo são os outros. "Os livros de cozinha fácil e rápida, com preços entre US$ 20 e US$ 30 representam 50% do mercado", diz Edouard Cointreau, do World Cookbook Awards.

O que está em alta? Chefs-celebridade, com programas de TV e suas fotos estampadas na capa do livro. "Os livros com fotos de pessoas na capa dobraram em 2012, em comparação a 2011", diz Cointreau. Um dado curioso é que 66% dos chefs homens têm sua foto na capa, ante apenas 50% das mulheres.

Livros de luxo também são tendência. "Hoje, fotógrafos de comida ganham mais do que cozinheiros-autores", diz, citando o brasileiro Sérgio Coimbra (que fez as fotos do livro de Alex Atala). A cozinha de países ainda pouco explorada, como a russa, também está em alta.

Outro retrato do momento? O livro digital ainda vai pouco à cozinha: apenas 5% dos e-books vendidos no mundo são e-cookbooks. "Isso mostra que ninguém conseguiu ganhar dinheiro com eles."

A editora alemã Caramelized é exceção. Dedica-se a digitalizar obras convencionais. Fundada em 2012, a pequena empresa de Hamburgo já colocou 16 livros na plataforma digital. A expectativa é digitalizar 100. "O leitor pode ajustar os ingredientes, mexer na receita, adaptar", conta Jörn Schoppe, um dos sócios, que diz ter sido procurado por uma grande editora brasileira na feira. "É um mercado enorme que deve se consolidar em 2014, segundo nossas pesquisas." A depender da vontade deles, a nova onda editorial da gastronomia será digital.

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