'A hora mais escura' não promove a tortura, diz executivo

O executivo da Sony Pictures Amy Pascal criticou que um membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que acusou "A hora mais escura", sobre a caçada a Osama bin Laden, de promover a tortura e pediu que os membros da Academia para não votar a favor do filme na corrida pelo Oscar.

Reuters

12 de janeiro de 2013 | 09h35

Em um comunicado com palavras fortes, Pascal disse que a "tentativa de censurar um dos grandes filmes do nosso tempo deve ser combatida."

"Estamos indignados que qualquer membro da Academia usar seu status como uma plataforma para promover sua própria agenda política", disse Pascal, que é co-presidente da Sony Pictures Entertainment e presidente da Columbia TriStar Motion Picture Group.

"Este filme deveria ser julgado livre de partidarismo", disse ela, acrescentando que o filme "não defende a tortura."

Os comentários de Pascal vieram em resposta à posição de David Clennon, membro da Academia, contra a tortura de suspeitos de terrorismo.

"Eu acredito que o filme claramente promove uma tolerância para a tortura", disse Clennon em entrevista a uma TV, acrescentando: "Eu espero que meus colegas da Academia considerem a moralidade de cada candidato."

A Academia recusou a comentar sobre as afirmações do Clennon.

"A hora mais escura" ganhou cinco indicações ao Oscar, incluindo uma indicação para melhor filme, apesar de vir sob o ataque em Washington sobre seu material de origem.

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