A líderes, Dilma cita ajuste fiscal como destaque do 1o semestre

Em encontro com líderes aliados no Congresso, a presidente Dilma Rousseff destacou nesta quarta-feira o apoio dos parlamentares no ajuste fiscal do governo e destacou as medidas para controlar a inflação como destaques no primeiro semestre, disse a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

REUTERS

13 de julho de 2011 | 22h37

"A nossa expectativa de inflação era, no começo do ano, extremamente diferente do que temos nesse momento e, apesar do descrédito, conseguimos fazer o ajuste fiscal, o corte no Orçamento, a diminuição das despesas que eram necessárias para que nós pudéssemos enfrentar esse período", disse Ideli a jornalistas após o encontro, que celebrou os primeiro seis meses do governo.

Em fevereiro, o governo determinou um corte de 50,1 bilhões de reais no Orçamento para 2011. Um mês depois, ampliou o corte orçamentário em 577 milhões de reais, elevando o valor total do contingenciamento para 50,7 bilhões de reais.

"Ela fez uma observação de forma muito clara no caso da aprovação do salário mínimo. Inclusive fazendo uma referência explícita de que se não tivéssemos tido a capacidade política de aprová-lo dentro da regra, não estaríamos tendo as condições de fazer o ajuste fiscal que o Brasil conseguiu fazer", disse Ideli.

Segundo a ministra, Dilma expôs aos líderes a situação da inflação do país ao assumir o cargo, em janeiro, e as medidas tomadas pelo governo para contê-la. Mas, segundo Ideli, a preocupação com o tema continua.

No encontro, Dilma também comparou a situação fiscal do Brasil com a dos Estados Unidos e países europeus, que enfrentam problemas relacionados à dívida.

"Os comparativos foram feitos de forma explícita pela presidente, inclusive colocando as dificuldades não só econômicas como políticas que os EUA estão enfrentando nesse momento, bem como a situação da Europa, que é extremamente preocupante para todos nós", disse.

PR E PAGOT

O encontro teve a participação de alguns ministros, como o novo titular dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, efetivado na segunda-feira, numa decisão que contrariou o Partido da República (PR), que pretendia indicar novos nomes para o cargo.

Segundo Ideli, os desencontros com a legenda são um problema superado.

"Estamos com a situação, eu entendo, assim, absolutamente superada. É tocar, é página virada. É tocar e trabalhar porque é isso que a população espera do governo", disse.

Sobre a permanência do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luis Antônio Pagot, no comando do órgão, Ideli afirmou que o assunto não foi citado, mas que não há nenhuma definição.

Ele foi um dos integrantes da cúpula da área de transportes afastados do cargo no começo do mês depois da publicação de denúncia, pela revista Veja, sobre um suposto esquema de cobrança de propinas que beneficiaria o PR nos contratos firmados no Dnit e que forçou a renúncia de Alfredo Nascimento do cargo de ministro.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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