A mesa imperial da capa

Não é mera ilustração. Nós montamos a mesa da capa desta edição ao estilo do que se fazia 200 anos atrás, com peças genuínas. Os talheres, os copos, as louças e o móvel onde estão dispostos poderiam muito bem ter enfeitado a sala de jantar de d. João VI. Os itens foram pesquisados e escolhidos, a pedido do Paladar, pela produtora Thais Mandacaru, e fotografados por Reinaldo Mandacaru. ''''O prato e o centro de mesa são de porcelana, da prestigiada Companhia das Índias, muito usada pela família real'''', conta Thais, explicando que as peças na foto acima (1 e 5) eram divididas em temas, ou melhor - usando a linguagem dos antiquários - , em ''''famílias''''. Para a comemoração dos 200 anos da chegada da realeza de Portugal ao Rio foi escolhida a porcelana da família dos pavões, que tem o desenho de um pavão. ''''D. João VI também usava bastante pratos com o brasão da família real.'''' Pratos com esse brasão, contudo, dificilmente são encontrados na capital paulista. ''''Esse tipo, só no Rio.'''', diz Thais. Os copos são de cristal da marca Baccarat, que disputava o mercado com a Saint Louis. Na época, só havia copo para vinho tinto, branco e água, como se vê na foto. ''''O copo para champanhe só foi inventado mais tarde'''', acrescenta Reinaldo Mandacaru. O galheteiro escolhido para representar o usado com os temperos do monarca também tem o selo Baccarat e, além de cristal, é feito de prata. Já os talheres usados pela família real eram quase sempre de prata, como estes, também produzidos no século retrasado. Tudo isso perfeitamente adornado em cima de uma mesa de jacarandá. Sem toalha, como mandava o figurino da época.

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2008 | 03h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.