A participação dos então jovens oficiais Lott, Figueiredo e Dutra

Henrique Teixeira Lott (1894-1984), Eurico Gaspar Dutra (1883-1974) e Euclides Figueiredo (1883-1963), três jovens oficiais do Exército que anos depois seriam reconhecidos entre os principais líderes militares do País no século 20, fizeram parte da campanha no Contestado. Gravemente doente, o "digno e valoroso" aspirante Teixeira Lott - assim qualificado em telegramas de seus superiores - foi mandado de volta para o Rio de Janeiro em 1914. O então tenente Euclides quase morreu ao tentar salvar dois soldados que se afogavam durante travessia do Rio Canoinhas. A participação de Dutra foi discreta.

O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h08

Foi só nos anos 1980 que pesquisadores descobriram que Lott, candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 1960, participou dos combates no Contestado. Em 1955, Lott liderou um movimento que tirou do poder autoridades que não aceitavam a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Mais tarde, ele se opôs publicamente ao golpe militar de 1964. Lott ganhou fama de legalista.

Já o ex-presidente Gaspar Dutra (1946-1951) e o general Euclides Figueiredo , um dos líderes da Revolução Constitucionalista de 1932 e pai do ex-presidente João Figueiredo (1979-1985), estariam envolvidos, como participantes ou repressores, dos mais emblemáticos movimentos militares e políticos do século no País.

Euclides atuou, ainda como estudante, na Revolta da Vacina, em 1910, e combateu a Revolta dos 18 do Forte, em 1922, ambas no Rio de Janeiro. Dutra, por sua vez, combateu a Intentona de 1935 e participou do golpe do Estado Novo, em 1937.

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