Farrell/Estadão
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A Reconstrução do Brasil: a saída é apertar o cinto

Série especial aborda os desafios do País depois do impeachment

José Fucs, especial para, São Paulo

30 Setembro 2016 | 20h28

Além do desemprego recorde, da recessão e dos escândalos de corrupção em série, o presidente Michel Temer terá de enfrentar um rombo bilionário nas contas do governo. Só assim, ele conseguirá evitar que a dívida pública continue a crescer em ritmo acelerado e ameace a estabilidade econômica tão duramente conquistada pelo País. Diante do impacto da crise na vida das pessoas e das empresas, o equilíbrio fiscal pode parecer uma questão menor, de interesse restrito aos economistas, mas não é. O descontrole nas contas públicas é, em boa medida, o principal responsável pela crise. É ele que impulsiona a inflação, provoca a alta dos juros, gera desconfiança nos empresários e leva à pasmaceira da economia, com efeitos dramáticos no campo social, em especial nas faixas de menor renda.

Na edição deste domingo, o Estado publica uma reportagem especial sobre o tema, a terceira da série “A reconstrução do Brasil”, dedicada à discussão dos principais desafios do País depois do impeachment. Na reportagem, o Estado mostra que, com a carga tributária na faixa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior dos mercados emergentes, o governo terá de fazer o ajuste pelo corte de despesas e não pelo aumento de impostos. Mostra, também, a visão de economistas, empresários e analistas políticos em relação às propostas do governo para resolver o problema e apresenta medidas adicionais para o ajuste fiscal. A aparente disposição do governo para fazer o que tem de ser feito é um avanço, mas, para o Brasil deixar a crise para trás e voltar a crescer, as boas intenções terão de se transformar em ações efetivas.

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