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'A série é esse relacionamento'

Fox estreia 6º ano de Bones, com um terceiro elemento entre o casal

Alline Dauroiz / LOS ANGELES - O Estado de S.Paulo,

18 de abril de 2011 | 06h00

Apesar de todos os crimes a resolver e das sequências de ação que fazem de Bones uma série forense, é impossível não esperar pelo dia em que os protagonistas, a Dra. Brennan (Emily Deschanel) e o agente do FBI Booth (David Boreanaz), enfim se rendam à paixão reprimida desde o episódio-piloto. E para os fãs da série, um aviso: no que depender do criador, Hart Hanson, como a tensão sexual do casal é o ponto alto da trama, um happy end ainda não está nos planos. Ou não no início da 6.ª temporada, que estreia terça, às 21h, na Fox.

Em entrevista à imprensa internacional, de que o Estado fez parte, o casal conta o que vai acontecer neste ano, depois que Booth se declarou a Brennan, não foi correspondido e, em uma viagem ao Afeganistão, descobriu um novo amor, a bela correspondente de guerra Hannah (Katheryn Winnick).

Booth parece estar namorando sério com Hannah, Como isso vai refletir no relacionamento com a Brennan?

Emily Deschanel: Isso criou um grande conflito para Brennan. Porque ela pode não saber, mas ela ama o Booth (risos). E quando ele ficou longe, ela percebeu que talvez tenha cometido um erro. Mas agora é tarde, ele está com essa mulher, e ela quer que ele seja feliz e essa Hannah parece ser uma pessoa adorável. Há uma série de conflitos, mas eu gosto, porque é o que acontece tantas vezes na vida real. Não tem nenhum vilão ou alguém tramando algo.

David Boreanaz: Não sei não, Booth tem um ego psicótico (risos). O que Booth está fazendo é ficar na defensiva de novo e seguir em frente. Isso acrescenta bastante à história, porque não é sempre que você consegue mergulhar na mente dele. Mas o sentimento por Brennan vai estar sempre lá, o amor está lá. Sempre estivemos ligados, E é isso que acho interessante.

Vocês atribuem o sucesso da série à paixão mal resolvida?

Emily: Somos uma espécie de pupu platter (prato chinês com vários quitutes), temos um pouco de tudo (risos). Temos a relação entre os nossos personagens, a tensão sexual, o relacionamento com os outros personagens. Temos humor, drama, ação, crime sendo solucionado, ciência forense, solução de vários quebra-cabeças, coisas explodindo... Cada episódio traz diferentes aspectos que atraem pessoas diferentes.

Boreanaz: Emily e eu trabalhamos duro para conduzir esse relacionamento como a base da nossa série. Então, para mim, a série sempre foi esse relacionamento, que sobreviveu a três, quatro temporadas, à greve dos roteiristas. E no início desta temporada, por incrível que pareça, encontramos um caminho diferente. Porque as temporadas são longas. É preciso se reinventar.

Emily, você vai dirigir um episódio este ano?

Emily: Estava prometido, mas houve mudanças e adiaram isso para o fim da temporada.

Boreanaz: Eu não poderia trabalhar com ela (risos).

Emily: Então, vou dirigir um episódio em que Booth não apareça. E, você sabe, David já dirigiu, então também quero (risos). É como se a gente fosse irmão. E se o meu irmão fez algo, eu quero fazer (risos).

Vocês fazem temporadas com, no mínimo 20 episódios. Como é o ritmo de trabalho?

Boreanaz: É esgotante. Para mim é sempre um luta equilibrar as coisas.

Emily: Esta é a minha primeira série, então no começo achei incrivelmente estafante. Cheguei a ter um mini colapso nervoso, alguns até. Porque é tanta pressão, e você não tem muito tempo para fazer. E eu sou o tipo da pessoa que me estresso até na praia. Mas ao mesmo tempo, não gosto de ficar pensando muito nas coisas. E a TV é maravilhosa por isso. Às vezes não é a sua melhor performance, mas é bom esse "dane-se". Aprendi que você tem de pensar: "Dane-se! Sempre tem o próximo episódio".

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