A trajetória de um filme desprezado

CONVENCIONAL : Festival de Veneza de 2008. Kathryn Bigelow mostra seu longa The Hurt Locker. Alguns críticos consideram o filme convencional e não adianta a diretora dizer que a potência do seu drama sobre a guerra do Iraque dependia justamente do realismo de cena, que eles viam, equivocadamente, como submissão às convenções de Hollywood. O equívoco continuou e The Hurt Locker, com o título de Guerra ao Terror, sairia diretamente em DVD no Brasil - a distribuidora Imagem não acreditava no produto -, se os críticos norte-americanos e as associações de roteiristas, produtores e diretores não tivessem descoberto o filme e o jogado no Oscar. A guerra vista pelo ângulo dos soldados, a adrenalina que vicia esses homens na ação e na violência. A Academia, tantas vezes acusada de privilegiar a indústria sobre a arte, praticamente ignorou o bilionário James Cameron para consagrar Kathryn Bigelow. Guerra ao Terror fez história na madrugada de ontem.

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

09 de março de 2010 | 00h00

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