A uma semana do Mundial, greve do metrô causa transtorno em São Paulo

A greve dos funcionários do metrô de São Paulo inciada nesta quinta-feira complica a movimentação na capital paulista, com registro de grandes congestionamentos e princípio de tulmuto na estação Cortinhians-Itaquera, próxima à Arena Corinthians, que em uma semana vai ser o palco da abertura da Copa do Mundo.

Reuters

05 Junho 2014 | 09h44

Os metroviários decidiram em assembleia na noite de quarta-feira pela paralisação "por tempo indeterminado". O sistema chegou a ser completamente paralisado por um curto período no início da manhã, mas duas das cinco linhas voltaram a funcionar, e as outras três linhas (1-azul, 2-verde e 3-vermelha) operam parcialmente, de acordo com o Metrô-SP.

Na estação Corinthians-Itaquera, principal via de acesso de torcedores à Arena Corinthians, houve um princípio de tulmuto e grades que bloqueavam a entrada ao sistema de trens de São Paulo, que funciona normalmente, foram derrubadas.

A capital paulista registrava 202 km de lentidão, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na manhã desta quinta, e a prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de carros. Embora estejam sobrecarregados, os ônibus operam normalmente, segundo a SPTrans.

Uma reunião de reconciliação no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) está marcada para esta tarde. O TRT havia determinado o funcionamento integral do metrô no horário de pico (entre 6h e 9h) e de 70 por cento do sistema nos demais horários, sob pena de 100 mil reais em multa diária.

Os grevistas reivindicam reajuste salarial de dois dígitos e um novo plano de carreira. Uma nova assembleia deve ocorrer ainda nesta quinta.

(Por Felipe Pontes, no Rio de Janeiro; Edição de Alexandre Caverni)

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