A união faz chocolate

A supremacia dos chocolates belgas está ameaçada. Reunidos na Cooperativa Agroindustrial de Cacau Fino (Cooperbahia), produtores de cacau do sul da Bahia estão montando uma fábrica de beneficiamento de cacau para a produção de liquor fino - base para a fabricação de chocolates gourmet.

O Estado de S.Paulo

21 Março 2013 | 02h13

A ideia por trás do projeto é fazer com o cacau o mesmo que está sendo feito atualmente com o café: matéria-prima safrada, associada ao local de produção e com a possibilidade da manutenção dos padrões de gosto e aromas. "A noção que a gente quer criar é de rastreabilidade", explica Eimar Sampaio, diretor da M. Libânio, uma das 30 fazendas que integram a cooperativa. E rastreabilidade é uma espécie de RG do produto, garantindo que o cacau seja identificado e replicado. Isso significa que qualidades típicas das variedades sejam atribuídas a elas (não é só mais um cacau, é o cacau tal, produzido em determinada fazenda, localizada em certo lugar), permitindo atribuir àquele lote certas características como acidez, doçura e notas de sabor.

Com capacidade de produção de 1.600 toneladas por ano, a fábrica se prepara para começar a quebrar cacau a partir de maio deste ano. /D.T.M.

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