Abalo em prédio cancela concurso em Brasília

Um abalo na estrutura de um prédio em Brasília provocou pânico na manhã deste domingo durante a aplicação de provas para um concurso público. Um dos candidatos chegou a se jogar pela janela, mas não se feriu gravemente. O exame foi cancelado, afetando cerca de 55 mil pessoas.

ADRIANA FERNANDES, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 18h53

No meio da manhã, cerca de quatro mil candidatos faziam as provas para o concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª região (Distrito Federal) quando um forte estrondo foi ouvido no edifício da Universidade Paulista (Unip), um dos locais do exame. O susto provocou correria e uma pessoa chegou a pular por uma das janelas do prédio. Os feridos, nenhum em estado grave, foram atendidos e levados para o Hospital de Base do DF.

Por conta da confusão, o coronel Sérgio Bezerra, Subsecretário de Operações da Defesa Civil do DF, recomendou a suspensão do concurso. Além das provas da manhã, haveria uma segunda sessão de exames na parte da tarde. "O que ocorreu foi uma dilatação e estufamento do piso de salas dos blocos A e I. O piso se deslocou da base da laje e acabou provocando barulho e gerando pânico nas pessoas. Para evitar que isso ocorra novamente, recomendamos a suspensão do concurso", afirmou o coronel.

"Estava levando uma menina no banheiro e ouvi o primeiro barulho. Uma outra menina saiu gritando dentro de uma sala e achamos que era tiro", contou Gustavo Queiroz, que trabalhava como fiscal da prova, segundo relato da Agência Brasil.

Depois do incidente, o Centro de Seleção e de Produção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB), organizador do concurso, decidiu suspender o exame para o preenchimento de 28 vagas e formação de um cadastro de reserva para os cargos de técnico e analista judiciário do TRT da 10ª região. Em nota, o Cespe informou que o concurso será reaplicado para todos os 54.983 inscritos e que as novas datas de aplicação das provas serão divulgadas "oportunamente".

A Presidência do TRT da 10ª Região lamentou o ocorrido e prometeu trabalhar em conjunto com o Cespe para agilizar a remarcação das provas e evitar que os candidatos sejam prejudicados.

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