Aborto não é um dos direitos humanos, diz papa Bento XVI

O aborto é permitido na Áustria durante os três primeiros meses de gestação, assim como em outros países

REUTERS

07 de setembro de 2007 | 16h30

O papa Bento XVI rejeitou, na sexta-feira, o conceito de que o aborto pode ser considerado um direito humano e pediu aos líderes europeus que promovam o aumento da natalidade em seus países, dando mais apoio a famílias e crianças.O pontífice alemão, de 80 anos, disse a diplomatas e representantes de organizações internacionais que a Europa não pode negar suas raízes cristãs, porque o Cristianismo teve um papel decisivo em sua formação histórico-cultural."Foi na Europa que a noção de direitos humanos foi formulada pela primeira vez. O direito humano fundamental, a premissa de qualquer outro direito, é o direito à própria vida", disse ele em discurso no antigo palácio imperial de Hofburg."A vida é uma verdade a partir do momento da concepção até o seu fim natural. O aborto, conseqüentemente, não pode ser um direito humano - é exatamente o contrário. É uma chaga profunda na sociedade."O aborto é permitido na Áustria durante os três primeiros meses de gestação, assim como em vários outros países da Europa Ocidental, vários deles de maioria católica.Mas suas palavras têm implicação além do continente. O aborto deve ser um dos grandes temas na campanha presidencial de 2008 nos EUA.O discurso do papa o coloca em rota de colisão com grupos de direitos humanos como a Anistia Internacional, que recentemente adotou uma nova posição, dando apoio ao aborto em caso de estupro ou risco à vida da gestante.

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