Abrasce: rolé deixa venda como em fim de semana chuvoso

O presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luiz Fernando Veiga, disse que os "rolezinhos" realizados nos estabelecimentos trazem prejuízos em vendas iguais ao de um final de semana chuvoso. "Mas o impacto é pontual, recuperável. Dá para recuperar as vendas nos outros dias. O que seria um desastre é se o ''rolezinho'' durar 15 dias, por exemplo", declarou, em encontro com imprensa realizado nesta quinta-feira, 30.

SUZANA INHESTA, Agência Estado

30 de janeiro de 2014 | 11h57

Veiga enfatizou que a associação não recomenda iniciativas em caso de tumulto, mas o executivo acredita que a melhor ação nessas situações é o fechamento dos shoppings. "Nós somos participantes, discutimos o assunto, mas não recomendamos. O que ocorre é que quando há um tumulto, o risco de incidentes é muito grande e a nossa preocupação é visar a segurança dos consumidores. Por isso, para evitar fatos ruins, acredito que a melhor ação é o fechamento", declarou.

Veiga ainda comentou que não há discriminação dos empreendedores com relação aos "rolezinhos". "Se, por exemplo, uma senhora aparecer cantando em voz alta músicas religiosas, será tumulto do mesmo jeito. A Abrasce é até a favor da frequência e compras desses consumidores em estabelecimentos de alta renda, é uma aspiração social", falou.

Para ele, houve um susto quando os movimentos começaram e o medo é no que os "rolezinhos" possam se transformar. "Para não acontecer o que ocorre nas ruas, estamos promovendo o diálogo entre os promotores dos eventos. O mais prejudicado nessa história é o vendedor da loja, que deixa de receber pelas suas vendas", ressaltou.

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