Acaba greve da Polícia Militar na Bahia

Os últimos policiais militares da Bahia que mantinham a paralisação iniciada em 31 de janeiro decidiram neste sábado encerrar a greve que aumentou fortemente o número de homicídios no Estado.

REUTERS

11 de fevereiro de 2012 | 21h50

"O último foco de resistência foi debelado", disse por telefone à Reuters o secretário de Comunicação Social do governo da Bahia, Robinson Almeida, acrescentando que uma assembleia com cerca de 400 participantes decidira há pouco pelo retorno ao trabalho.

Para a PM da Bahia, a paralisação já havia terminado na prática na véspera, sendo que no sábado mais de 90 por cento do policiais militares já estavam na ativa.

Mais de 3 mil homens das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública foram enviados às ruas da Bahia para manter a ordem durante a greve, que era apoiada por cerca de 20 por cento dos 31 mil policiais militares, segundo estimativas da PM baiana.

Durante a paralisção, ocorreram mais de 150 homicídios.

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil decidiu suspender a greve que havia iniciado juntamente com a PM e bombeiros após assembleia na quinta-feira.

"Não estamos cancelando a greve, mas suspendendo para, na próxima quarta-feira, avaliar os fatos que ocorreram até agora e deliberar sobre as próximas ações," disse neste sábado o diretor jurídico do Sindicato da Polícia Civil do Rio, Francisco Chao, segundo a Agência Brasil.

De acordo com o comando da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a adesão à paralisação foi restrita e quase a totalidade das corporações trabalhava normalmente.

(Por Alexandre Caverni)

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