Academia Brasileira de Letras decreta luto de 3 dias por morte de Saramago

Órgão aguardava visita do escritor para providenciar posse em cadeira de Sócio Correspondente

Fabiana Marchezi, da Central de Notícias

18 de junho de 2010 | 13h46

SÃO PAULO - O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), o acadêmico Marcos Vinicios Vilaça, decretou nesta sexta-feira, 18, luto acadêmico pedindo que a bandeira da Academia fique hasteada a meio mastro, na entrada de sua sede por três dias, em razão da morte do escritor português José Saramago.

 

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Segundo Vilaça, a Academia aguardava a confirmação de uma viagem de Saramago ao Rio de Janeiro para providenciar a organização da sua posse na Cadeira 16 de Sócio Correspondente. "A notícia nos deixou em estado de enorme tristeza", lamentou Vilaça. A próxima sessão acadêmica, marcada para quinta-feira na ABL, será dedicada à memória do grande escritor português.

 

José Saramago foi eleito Sócio Correspondente no dia 9 de julho do ano passado para a cadeira 16, na vaga do escritor francês Maurice Druon, e deveria tomar posse ainda este ano, assim que a agenda permitisse.

 

Ao saber da eleição, Saramago dedicou sua coluna no Diário de Notícias de Lisboa à ABL."Eis-me portanto acadêmico no país que mais amo depois do meu, o Brasil. É como estar em casa".

 

Assim que ficou sabendo de sua eleição, Saramago disse que estaria no Rio em outubro do ano passado, para o lançamento em todo o Brasil de seu livro "Viagem do Elefante" e afirmou: "Em outubro lá irei, a apresentar um novo livro e a sentar-me à sombra de Machado de Assis. E ainda dizem que a vida não tem coisas boas..."

 

A secretária-geral da ABL, acadêmica Ana Maria Machado, também lamentou o falecimento de Saramago: "As letras brasileiras se associam à dor de seus leitores por todo o mundo, lamentando sua partida e celebrando sua literatura que permanece. Um sábio, um grande escritor, um ser humano de primeira grandeza", afirmou.

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