'Acidente insólito' deu a jogador de críquete pouca chance de sobreviver, dizem médicos

A morte do jogador de críquete australiano Phillip Hughes foi causada por um "acidente insólito", após o qual o batedor de 25 anos teve pouca chance de sobreviver, disseram os médicos nesta quinta-feira.

REUTERS

27 Novembro 2014 | 09h05

Hughes foi atingindo por um lançamento a curta distância na terça-feira, enquanto jogava uma partida pelo campeonato local, e permaneceu inconsciente até morrer no hospital St. Vincent nesta quinta-feira.

"Acho que, nesse caso, esse foi uma acidente insólito, porque foi uma lesão no pescoço que causou hemorragia cerebral. A condição é extremamente rara", disse o médico da equipe australiana de críquete, Peter Brukner, em uma coletiva de imprensa no hospital.

A lesão, chamada hemorragia subaracnóide, ocorre quando uma artéria é comprimida e se rompe, forçando a entrada de sangue no cérebro. Apenas um outro caso havia sido registrado em decorrência de uma bolada de críquete, disse Brukner.

Lesões trágicas do gênero costumavam ser rapidamente fatais, mas Hughes foi ressuscitado ainda em campo e levado para o hospital em "condições razoáveis", acrescentou.

Tony Grabs, diretor de cirurgia traumática do hospital St. Vincent, disse que Hughes foi levado rapidamente para a mesa de operações, onde parte de seu crânio foi removido para aliviar a pressão cerebral.

"Por um período entre as primeiras 24 e 48 horas, como sabemos, ele não teve nenhuma melhora e, infelizmente, morreu em consequência da lesão", disse Grabs.

Fabricantes de equipamentos de segurança para críquete disseram antes que o acidente de Hughes foi incomum e nada hoje disponível no mercado poderia ter prevenido o acidente.

(Reportagem de Lincoln Feast)

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