Ácidos graxos do cérebro podem ser solução para obesidade

Pesquisadores do Colégio de Medicina Albert Einstein, no Bronx, em Nova York, descobriram que o aumento dos níveis de ácidos graxos no hipotálamo pode ser um caminho para o tratamento da obesidade. Em artigo publicado na revista Nature Neuroscience, cientistas disseram que um experimento para reduzir os níveis desses ácidos no hipotálamo de ratos de laboratório levou os roedores a comerem mais e a aumentarem de peso.A descoberta sugere que o restabelecimento dos níveis de ácidos graxos no cérebro pode ser uma alternativa para o tratamento da obesidade.Segundo os cientistas, o hipotálamo é o principal regulador cerebral de hormônios e nutrientes, especialmente a glicose, e regula o consumo de energia e o metabolismo.A solução do problema da obesidade é especialmente importante nos Estados Unidos, onde 60% da população é obesa ou está acima do peso.O estudo concentrou-se em uma molécula dos ácidos graxos chamada "malonyl CoA", um dos nutrientes que têm influência na regulação do consumo de alimentos realizado pelo hipotálamo.Na pesquisa, os cientistas reduziram o nível da proteína para determinar sua função. O resultado foi um aumento substancial do consumo de alimentos, que teve como resultado uma obesidade que se manteve durante pelo menos quatro meses."Demonstramos que a modificação dos níveis de ´malonyl CoA´ nessa região do cérebro altera o mecanismo com o qual o hipotálamo controla o peso normal", disse Luciano Rossetti, diretor do Centro de Pesquisa do Diabetes do Colégio Médico."Determinar uma forma de ajustar os níveis da ´malonyl CoA´ no hipotálamo humano pode levar a tratamentos que não só tratarão a obesidade, mas também ajudarão a prevenir o diabetes e outras conseqüências do sobrepeso", concluiu.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2006 | 11h15

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