Acionista pede que Yahoo aceite ser vendido por US$ 48,7 bi

Investidor afirma que, caso a Microsoft não aceite oferta, vai pressionar companhia para acordo com Google

Reuters,

06 Junho 2008 | 16h46

Carl Icahn afirmou nesta sexta-feira, 6, que disse ao Yahoo para aceitar ser vendido para a Microsoft por US$ 34,375 por ação, ou cerca de US$ 48,7 bilhões, em mais uma rodada na campanha do acionista pela venda da companhia.   Em sua mais recente carta a Roy Bostock, presidente do conselho de administração do Yahoo, Icahn afirmou que se a Microsoft não aceitar a oferta "em uma transação amigável e cooperativa", ele vai pressionar para que a companhia faça um acordo com o Google. Mas isso, somente se ele conseguir o controle sobre o conselho do Yahoo.   Icahn, que promove uma campanha para a substituição do conselho do Yahoo na reunião marcada para 1º de agosto, não tinha citado até agora um preço que ele acredite que o Yahoo deveria aceitar. Em 3 de maio, a Microsoft desistiu de sua proposta de compra da empresa por US$ 33 por ação depois que o Yahoo pediu US$ 37.   Icanh, um bilionário que moveu uma série de campanhas de acionistas, renovou seu ataque sobre o Yahoo e o co-fundador da empresa Jerry Yang, a quem ele acusa de "sabotar" um possível acordo com a Microsoft.   O acionista afirmou que o plano da Microsoft beneficia empregados se eles continuarem na companhia, enquanto o plano do Yahoo dá a eles incentivo para deixar a empresa.   "Em minha opinião, a Microsoft não acredita que vocês conseguirão vender a companhia inteira em termos amigáveis", disse Icahn na carta. "Então, porque vocês não param de dançar em torno do assunto e publicamente oferecem a venda da companhia para a Microsoft por US$ 34,375 por ação, prometendo cooperar completamente?", pergunta o acionista.   Representantes da Microsoft não comentaram o assunto e o Yahoo divulgou comunicado afirmando que Icahn não tem um plano confiável para operar o Yahoo. A companhia informou ainda que está aberta a qualquer transação, incluindo uma venda para a Microsoft, se isso for do melhor interesse dos acionistas.

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