ACM Neto anuncia bilhete único, mas não reduz tarifa

Movimento Passe Livre considera medida insuficiente e segue ocupando a Câmara Municipal

Tiago Décimo, Agência Estado

25 de julho de 2013 | 17h21

Salvador- O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), assinou, nesta quinta-feira, o decreto que marca o início do programa de bilhete único na cidade. Segundo o documento, a partir de domingo, os passageiros do sistema que precisam transitar entre regiões distintas do sistema de transporte (são quatro, no município) passa a ter a segunda passagem gratuita, no prazo de duas horas.

De acordo com Neto, essa é a primeira etapa da implantação da gratuidade no segundo trecho das viagens em Salvador. A próxima, com início projetado para 3 de novembro, prevê que os passageiros possam usar o bilhete único também dentro da mesma região de circulação.

Segundo o prefeito, após a conclusão do processo de concessão do sistema - a licitação deve ser lançada nas próximas semanas -, o período para a utilização do bilhete único será ampliado para três horas.

O anúncio não sensibilizou os manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL), que desde segunda-feira, 22, ocupam as galerias da Câmara Municipal. Segundo integrantes do grupo, a proposta é "insuficiente" e não integra a lista de reivindicações consideradas prioritárias do movimento.

A primeira delas, de um total de seis, é a "redução imediata do preço da tarifa" de transporte público da cidade, de R$ 2,80 para R$ 2,50. Além de manter a ocupação, o grupo convocou os integrantes para uma passeata no fim da tarde de sexta-feira, 26, pelas ruas do centro de Salvador.

Neto voltou a dizer que a redução do valor das passagens não é possível. "É uma questão que não está em discussão (na Prefeitura) neste momento", afirma. "Para que possa ser realizada, seria fundamental que o governo federal cedesse novos alívios fiscais. Já não tivemos reajuste nas tarifas este ano."

O prefeito também afirmou estar "à disposição" para receber integrantes do MPL para uma reunião, mas fez condições. "Não aceito conversar com pessoas que estão, na verdade, vestindo camisa de partido político e querendo criar confusão em Salvador, querendo desestabilizar a cidade e não dialogar", disse.

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