Aço reduz perdas em Xangai; dados da China dão suporte

Os futuros do aço na China saíram de uma mínima de dois meses após dados nesta quinta-feira reforçarem as expectativas de que a segunda maior economia mundial está se recuperando depois de uma desaceleração por sete trimestres, um fator que deve fortalecer a demanda por aço.

MANOLO SERA, Reuters

22 de novembro de 2012 | 10h34

O setor manufatureiro da China se expandiu em novembro pela primeira vez em 13 meses, com o índice HSBC Flash Manufacturing Purchasing Managers atingindo máxima de 13 meses de 50,4.

O dado é a mais recente evidência de que a economia da China está ganhando força, acompanhando o sólido crescimento do crédito e as firmes exportações e produção industrial no mês anterior.

"A China passou pelo pior momento e só pode melhorar. Quão melhor pode ser, no entanto, vai depender dos gastos do governo e outros fatores", disse Henry Liu, chefe de pesquisa em commodities do Mirae Asset Securities em Hong Kong.

"Para o aço, estamos vendo uma melhora da demanda de consumidores finais, mas pode ser uma melhora muito lenta e gradual, pois é temporada de inverno", disse Liu, acrescentando que a demanda pode apenas se fortalecer depois do Ano Novo Lunar, em fevereiro.

O contrato mais negociado do vergalhão para entrega em maio na bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,2 por cento, a 3.564 iuan (570 dólares) por tonelada.

Mais cedo, o contrato havia atingido mínima da sessão de 3.533 iuan, menor valor desde 26 de setembro, com as preocupações de que a menor demanda de inverno pressione novamente os preços.

A demanda e a produção chinesa de aço normalmente recuam durante o inverno, quando desacelera a atividade de construção, reduzindo a necessidade pela matéria prima.

Até agora, no entanto, a produção de aço continua firme, com a média da produção diária subindo 1,6 por cento, para 1,957 milhão de toneladas nos primeiros 10 dias de novembro.

"Esperamos que a produção de aço chinesa continue forte em novembro e que recue gradualmente em dezembro", disse o Deutsche Bank em nota.

O índice do minério com 62 por cento de ferro ficou inalterado em 120,60 dólares por tonelada na quarta-feira, de acordo com dados do Steel Index.

(US$1=6,2303 iuan chinês)

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