Ações de tecnologia são abrigo na crise de crédito

As ações de tecnologia podem dar refúgio aos investidores em meio à turbulência nos mercados, enquanto os papéis de serviços financeiros, com o fardo da crise do financiamento imobiliário de alto risco, continuam ameaçados, segundo os analistas. Os temores de que um aumento nos calotes imobiliários de pessoas com fraco desempenho em arcar com suas dívidas possam desembocar em um amplo aperto anularam quase todos os ganhos das ações européias no primeiro semestre. O índice DJ Stoxx 600, que avançou 7,8 por cento no primeiro semestre, está agora em alta de apenas 0,6 por cento no ano. No entanto, as ações de tecnologia saltaram 8,7 por cento no primeiro semestre do ano, e recuaram 3,6 por cento em julho, mostrando que lidaram melhor com o período turbulento do que a maioria dos outros setores. "Está relativamente bem isolado dos problemas que afetam as ações financeiras", afirmou Peter Dixon, economista do Commerzbank. O ABN AMRO afirmou em uma nota: "O desempenho do setor se destaca como uma anomalia entre as ações cíclicas, já que ficou fora do rali das cíclicas". Na semana passada, temores com a crise do financiamento imobiliário de alto risco nos EUA geraram dificuldades entre os bancos, que por sua vez estimularam injeções de recursos dos bancos centrais, para aumentar a liquidez no mercado. Os papéis de serviços financeiros europeus carregaram a crise, que inclui ações de propriedades e administradoras de fundos. Dixon afirmou não ver pausa para essas ações cujo valor caiu mais de 10 por cento desde o fim de junho e que perderam 11 por cento no ano até agora. Ele declarou que as ações financeiras continuariam com performance abaixo da média e o setor pode encerrar 2007 com baixa de 5 por cento. (Reportagem adicional de Amanda Cooper em Londres e Georgina Prodhan em Frankfurt)

ANA NICOLACI DA COSTA E REBEKAH CURTIS, REUTERS

13 Agosto 2007 | 14h03

Mais conteúdo sobre:
NEGOCIOS TECH ACOES CREDITO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.