Açorda de pintado

Açorda de pintado

Peixe seco para a chef Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto, deveria ter CEP, registro de procedência. “Infelizmente não há padrão para a salga no Brasil”, diz a chef. “Falta incentivo para capacitar as pequenas comunidades.”

Lucineia Nunes,

04 Abril 2012 | 22h32

Por causa do processo irregular, ela prefere salgar o próprio peixe. É uma maneira de escolher um bom produto fresco e controlar o processo, feito sempre com sal grosso, que penetra menos na posta. Seu preferido é o pirarucu. Mas a chef aceitou nosso desafio de testar um dos peixes à venda no Mercado Municipal. E escolheu o pintado.

Ana Luiza iniciou o processo de dessalga, que levou três dias, trocando a água gelada constantemente. “O peixe estava muito salgado e com odor de ranço”, explica a chef, que eliminou o cheiro aferventando o peixe duas vezes na água com especiarias. Já em lascas, o pintado virou ingrediente de uma açorda à brasileira. “Gostei do resultado”, diz ela.

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