Acordo entre músicos e orquestra põe fim a crise

Um acordo fechado ontem pôs fim à crise de oito meses na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Vinte e seis músicos que haviam sido demitidos por justa causa foram readmitidos. Eles aceitaram integrar uma outra orquestra administrada pela Fundação OSB. Nove músicos veteranos, que, em solidariedade, haviam parado de tocar, retomarão as atividades e poderão escolher em qual das duas ficarão.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2011 | 00h00

Cinco instrumentistas preferiram não retornar e terão a justa causa revista, ou seja, receberão todos os direitos trabalhistas.

A crise começou em janeiro, depois que os músicos se recusaram a participar de avaliações de desempenho impostas pela direção. Desde então aconteceram as demissões, protestos, um boicote internacional e uma série de audições, que resultou na contratação de 31 novos músicos, brasileiros e estrangeiros, e muitas rodadas de negociação.

A última durou um mês e culminou no acordo firmado no Sindicato dos Músicos do Rio, que prevê a reintegração, mas não a submissão à regência do maestro Roberto Minczuck, contra o qual o grupo havia se voltado.

Os instrumentistas voltarão aos mesmos cargos e receberão os salários dos meses em que não trabalharam. Eles não ganharão, porém, o novo piso da OSB, cerca de 50% maior.

"É uma alegria ter terminado esse período de desconfiança e tensão. Foi quase unânime. A instituição é maior que todos nós", comemorou Fernando Bicudo, diretor artístico contratado pela OSB para apaziguar as relações com os músicos.

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