Acordo PMDB-PT muda o comando do Real Grandeza

Após longa guerra entre petistas e peemedebistas pelo comando da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão de Furnas e Eletronuclear, que administra um patrimônio de R$ 8 bilhões, saiu acordo nesta semana. O PMDB do ministro Edison Lobão (Minas Energia), do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do deputado fluminense Eduardo Cunha contabilizou uma vitória, com o despejo de Sérgio Wilson Fontes da presidência do fundo. Mas o partido, que não emplacou o sucessor, teve de aceitar as condições impostas por funcionários.

ALEXANDRE RODRIGUES e CHRISTIANE SAMARCO, RIO, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

No próximo dia 16, quem vai assumir como diretor-presidente é o administrador Aristides Leite França, indicado pelos funcionários. A diretoria de investimentos, que gerencia uma carteira de R$ 7 bilhões em investimentos, fica com Eduardo Henrique Garcia, superintendente de Planejamento Financeiro e Orçamentos de Furnas, que era cotado para substituir Fontes. Mas ele não poderá mudar a equipe de técnicos responsáveis pelos investimentos e ficará na mira de um fórum de fiscalização formado por representantes de 19 sindicatos e associações de funcionários e aposentados de Furnas e Eletronuclear.

A queda de braço pelo controle da FRG começou em 2007, quando funcionários denunciaram que o grupo peemedebista liderado por Cunha tentava indicar os gestores do fundo, o que o deputado nega. Wilson Fontes mantinha-se no cargo com apoio do PT, desde os tempos em que Dilma Rousseff era titular de Minas e Energia. O desfecho foi possível porque a aliança com o PMDB para a candidatura presidencial de Dilma entrou na pauta do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma, que haviam vetado a troca, acabaram dando sinal verde à mudança.

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