Acusação e defesa trocam farpas em júri do caso Acioli

Na fase de debates entre acusação e defesa durante o julgamento do cabo da PM Sérgio Costa Júnior, assassino confesso da juíza Patricia Acioli, o promotor Leandro Navega e o defensor público Jorge Mesquita trocaram farpas em plenário. O bate-boca ocorreu quando o promotor projetou em um telão um slide com informações dos diversos telefonemas trocados entre os réus antes e depois da execução de Patricia.

MARCELO GOMES, Agência Estado

04 Dezembro 2012 | 18h32

Neste momento, o defensor pediu a palavra e desafiou o promotor a mostrar a página do processo onde constavam tais informações. O promotor irritou-se: "O senhor está discutindo uma coisa que o seu réu falou. O senhor não deve ter lido o depoimento dele", disse Navega.

Mesquita reagiu: "Se o senhor sabe em que página está isso, por que não mostra aos jurados? A sua palavra vale mais do que as provas dos autos? Esse formato pirotécnico (apresentação de slides) não prova nada".

Navega, então, ironizou: "O senhor deve ter aprendido com os advogados de Bruno", disse o promotor, em referência às manobras da defesa do ex-goleiro do Flamengo que tumultuaram o julgamento em Minas Gerais dos réus acusados da morte de Eliza Samudio.

Em seguida, o promotor pediu aos jurados que reconhecessem a delação premiada de Sérgio. Mas defendeu que o réu receba a redução de pena mínima, de um terço do total.

Por sua vez, o defensor destacou a importância da contribuição de Sérgio para a total elucidação do crime e pediu que ele tenha a máxima redução de pena prevista em lei, de dois terços do total. "Ele cometeu seu erro, mas foi levado ao erro pelos maus policiais. Ele é um pai de família. É como naquele ditado: ''diga-me com quem andas que te direi quem és''. Se não fosse o depoimento de Sérgio, este processo só teria três réus: ele, o cabo Jefferson Araújo e o tenente Daniel Benitez."

A fase de debates terminou às 18h. Os jurados seguiram para a sala secreta, onde darão o veredicto. A sessão será retomada às 19h30.

Mais conteúdo sobre:
juíza morte julgamento debates

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.