Reuters/Mike Blake
Reuters/Mike Blake

Acusado de agressão sexual por 3 mulheres, ator Jeremy Piven nega acusações

Piven afirma que as acusações são "absolutamente falsas e completamente inventadas"

EFE

10 Novembro 2017 | 16h41

O ator americano Jeremy Piven, que nos últimos dias foi acusado por três mulheres de diferentes casos de agressão sexual, negou nesta sexta-feira estas acusações e as qualificou de "absolutamente falsas e completamente inventadas".

Esta resposta do ator que alcançou a fama com a série "Entorauge" é divulgada no mesmo dia no qual a publicitária Tiffany Bacon Scourby assegurou que Piven abusou dela em 2003 em Nova York.

"Ele se jogou sobre mim. Tentei tirá-lo de cima, mas ele me jogou no chão", disse Scourby, que relatou que, em seguida, Piven tirou a roupa e esfregou seus genitais com força contra ela.

Segundo seu relato, o ator ejaculou sobre sua roupa após 15 minutos nos quais ela se manteve vestida.

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Scourby é a terceira mulher que alega ter sofrido abusos por parte de Piven nos últimos dias, depois das denúncias feitas anteriormente pelas atrizes Ariane Bellamar e Cassidy Freeman.

O ator, que em várias ocasiões tinha rejeitado estas acusações, publicou hoje um longo comunicado na sua conta do Twitter negando de novo esses comportamentos.

"Deixem-me começar dizendo que as acusações contra mim são absolutamente falsas e completamente inventadas", garantiu.

O ator disse que nunca abusaria de uma mulher e que está disposto a submeter-se a um teste de polígrafo para demonstrar sua inocência.

Piven disse sentir compaixão pelas vítimas desses tipos de agressões e lamentou que as falsas acusações contra ele possam menosprezar essas "histórias que deveriam ser escutadas".

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"Parece que estamos entrando em tempos obscuros. Estão publicando acusações como fatos e vidas estão sendo postas em perigo sem uma audiência, um devido processo ou provas. Espero que possamos dar às pessoas o benefício da dúvida antes de apressar-nos a julgar", salientou.

Piven concluiu sua mensagem dizendo que destruir carreiras em função apenas de acusações "não é produtivo em nenhum nível" e afirmou confiar em que se possa estabelecer um "diálogo construtivo" sobre estes temas "que são reais e devem ser abordados".

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