Acusado de matar ex-mulher diz que quer se entregar

Familiares do acusado, que está foragido, afirmam que Andréia se jogou; menino ainda está internado

Humberto Maia Júnior e Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde,

21 Novembro 2008 | 09h05

O cantor Evandro Correia, de 35 anos, acusado de ter matado a ex-mulher, Andréia Nóbrega, de 31, e tentado matar o filho Lucas, de 6, quer se apresentar à polícia, disse sua irmã, Evandra, de 34. Pela versão dele, Andréia teria atirado o filho pela janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, e teria se atirado. Correia teve sua prisão preventiva decretada. Lucas passou por cirurgia na face e na mandíbula na noite da quinta-feira, 20, na Santa Casa de São Paulo, e passa bem.   Veja também: Assista ao vídeo com o momento do acidente    Segundo Evandra, o cantor disse que Andréia se jogou após uma discussão. Ela teria chantageado Correia e ameaçando se jogar. "Ela achou que não iria morrer, que iria cair no parapeito, como aconteceu com o menino." Evandra justificou o fato de o irmão ter fugido por medo de linchamento. "Ele sabia que seria incriminado." O cantor teria ligou para um amigo, identificado como Coelho, que seria bombeiro. "Ele pediu ao amigo que acionasse os bombeiros. A ligação está registrada." Segundo ela, o irmão está "arrasado". "Ele sempre amou o filho e tentava dar o melhor para ele."   Segundo ela, Andréia fazia muitas exigências - mas não as especificou. "Ela dizia que, se ele não fizesse o que ela quisesse, iria se matar." Evandra disse que irá apresentar como prova um celular que teria cerca de 40 ligações registradas, que teriam sido feitas por Andréia. Evandra diz que o irmão está num relacionamento estável. "Quando ela (Andréia) descobriu que ele estava envolvido com outra, passou a forjar provas para incriminá-lo, para a mulher largar dele."   Em depoimento no 2º DP de Guarulhos, quatro parentes de Andréia disseram que ela se jogou da janela com o filho na tentativa de preservar a integridade física deles, após uma discussão com Correia. Nos depoimentos, duas irmãs, um cunhado e uma cunhada de Andréia disseram que ela era constantemente agredida por Correia e que ele tinha muito ciúmes da ex-mulher. Segundo Josenildo Bezerra Nóbrega, irmão de Andréia, "a tese da família é a de que ela tentou salvar o filho (jogando-o pela janela) e depois se salvar (jogando-se em seguida)".   De acordo com Cristiano Macedo, delegado assistente do 2º DP, é remota a possibilidade de que Correia tenha jogado a ex-mulher e o filho pela janela. "A posição em que ela caiu, com as pernas para baixo, é posição de quem pula."

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