Acusado de morte de índio é condenado à prisão no DF

Leidiésio dos Santos Lima foi condenado hoje pelo homicídio do índio José Luis Lopes, conhecido como Luis Guarani,no Tribunal do Júri de Ceilândia (DF). Sua pena foi de 16 anos de reclusão a serem cumpridos em regime inicial fechado. O crime, que chocou a população de Ceilândia, ocorreu em 6 de dezembro de 2009 quando o índio, alcoolizado, teria entrado por engano na residência de Leidiésio, conhecido como "Pezão".

CAROLINA SPILLARI, Agência Estado

27 Junho 2011 | 20h04

Leidiésio teria agredido o índio com a ajuda de outras pessoas, entre elas Átila Rodrigues Costa, vulgo "Tiago". Em seguida, os acusados teriam colocado a vítima em um carro e seguido até a casa de Artur Vargas, conhecido como "Índio da Prefeitura".

Já na casa de Artur, eles foram informados que ele não estava. Os homens teriam dito à filha de Artur que procuravam seu pai para ver se ele reconhecia outro índio que estaria no carro deles. O crime acabou sendo consumado em outro local com disparos de arma de fogo.

O homicídio foi qualificado por meio cruel. O laudo pericial de corpo de delito atesta que um pedaço de madeira foi retirado do crânio de Luis Guarani. A vítima ainda teria sofrido um intenso e desnecessário sofrimento segundo o Ministério Público (MP). No desenrolar da ação penal, em um processo desmembrado, Átila Rodrigues Costa acabou sendo julgado em 2 de março deste ano e condenado a 16 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Leidiésio tinha começado a ser julgado em 18 de maio deste ano, mas a sessão acabou sendo ser interrompida a pedido do MP em função de duas pessoas terem o mesmo nome. Após a oitiva das testemunhas foi constatado que se tratavam de duas pessoas. O julgamento então foi retomado hoje.

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