Acusado de pichar estátua se apresenta à polícia no Rio

O comerciante Pablo Lucas Farias, acusado de pichar a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana (zona sul do Rio), na madrugada de 25 de dezembro, apresentou-se na tarde desta segunda-feira, 6, à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente do Rio, na zona norte. Acompanhado pelo advogado Sergio Fonseca, ele prestou depoimento ao delegado José Fagundes de Rezende. Farias foi autuado por crime ambiental, que pode lhe render pena de três meses a um ano de prisão, e em seguida foi liberado.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

06 de janeiro de 2014 | 19h16

O comerciante é de Uberaba e mora há dois anos na Taquara, na zona oeste da cidade. Ele foi flagrado por câmeras de segurança tingindo a estátua com spray. Farias estava acompanhado por uma mulher identificada apenas como Mel. Ela não compareceu à delegacia e continua sendo procurada. O rapaz disse à polícia que a mulher, chamada Melissa, é apenas uma "conhecida do Facebook". "Estou arrependido. Me apresentei para reparar o meu erro. Não sou um pichador, eu trabalho", afirmou ele, ao deixar a delegacia.

Além da estátua de Drummond, Farias é suspeito de ter pichado outros dois monumentos na zona sul do Rio, na mesma madrugada: a estátua do jornalista Zózimo Barroso do Amaral, no Leblon, e o monumento em homenagem a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo. O delegado investiga se Farias agia junto com outros colegas. Se for autuado também por formação de quadrilha, a pena pode ser aumentada em três anos de prisão.

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