Acusados de dar golpe no ISS também fraudaram IPTU

A quadrilha que deu prejuízo de até R$ 500 milhões no recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) também fraudou o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que investiga a alteração de dados cadastrais para beneficiar contribuintes. Uma testemunha relatou que o grupo chefiado por Ronilson Rodrigues cobrava propina para não fiscalizar.

ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, DIEGO ZANCHETTA E FABIO LEITE, Agência Estado

09 de novembro de 2013 | 08h13

"Há denúncias de mudança cadastral do IPTU para que a pessoa pague menos. Há denúncias sobre dívida ativa para beneficiar devedores. Enfim, é sistêmico", disse Haddad. "Estamos abrindo várias frentes de investigação. Infelizmente, muito trabalho para pouca gente, mas tem de ser feito."

A reportagem apurou que a quadrilha era responsável por "tabelar" o valor venal de novos imóveis de luxo, alguns avaliados em até R$ 5 milhões. O negócio seria feito diretamente com as construtoras, que dessa forma poderiam vender como atrativo aos futuros donos um imóvel com um IPTU bem abaixo do que se deveria normalmente pagar - uma vez que o tributo anual deve ser de pelo menos 1% do valor total do imóvel.

Apartamentos avaliados por técnicos do governo em R$ 3 milhões, por exemplo, tinham no fim o valor lançado pelos auditores de forma reduzida pela metade. A quadrilha também facilitava isenções para entidades e omitia o adicional de terreno construído por grandes empreendimentos, como shoppings e novos condomínios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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