Adesão para recuperar mata ciliar é baixa em São Paulo

De 1,7 milhão de hectares de mata ciliar passíveis de recuperação no Estado de São Paulo em 25 anos, somente 240 mil, ou 14%, estão por enquanto comprometidos com o objetivo, após um ano de lançamento do projeto pela Secretaria do Meio Ambiente. A área foi cadastrada pelos proprietários rurais e equivale ao terreno urbanizado na Região Metropolitana de São Paulo, que tem 220.900 ha.Do total registrado até o momento, a maior contribuição vem dos canavieiros: 140 mil ha, ou 36% da área de mata ciliar que precisa ser recuperada pelo setor. As propriedades rurais de grande porte, a partir de 2 mil ha, representam a segunda maior área: 57 mil ha registrados. Porém, como elas têm um passivo de 925 mil ha, o que foi declarado até agora é só 6% do que devem recompor.Quem se cadastrou no projeto se compromete a buscar a recomposição dessa vegetação. A intenção será auditada por técnicos da secretaria. ?A segunda visita é da Polícia Ambiental?, diz o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano. Os dados do projeto foram divulgados ontem, na sede da secretaria, na capital.Mata ciliar é aquela que ocorre nas margens de rios e nascentes, essencial para a saúde dos recursos hídricos. Por lei, ela é uma área de proteção permanente e deveria ser preservada. Contudo, virtualmente não há mais mata ciliar preservada no Estado, com poucas exceções. Se elas fossem recompostas, pelo menos 20% do Estado seria coberto de verde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

23 de setembro de 2008 | 09h24

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