Administração e Direito, mais visados, aumentariam mais

De acordo com um outro estudo, o Mapa do Ensino Superior, produzido pelo Sindicato das Entidades de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Administração e Direito são os cursos universitários mais procurados pelos alunos da rede particular.

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h08

São justamente esses cursos mais procurados que sofreriam um reajuste de preços mais diferenciados, acima dessa média, afirma Madalena Guasco, coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).

"A gente vem acompanhando um reajuste de mensalidades bem acima da inflação. Os patrões focam o aumento de preços em cursos mais concorridos", diz Madalena.

Ainda de acordo com ela, o aumento nas mensalidades repassado aos estudantes não é revertido para os professores nem para os técnicos que trabalham nessas instituições.

Uma posição semelhante é defendida pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Para o diretor de Universidades Pagas da entidade, Bruno Júlio, não existe uma justificativa "plausível" para os reajustes.

"Os aumentos dos preços não refletem em mais qualidade. A educação não pode ser tratada como produto", afirma o representante estudantil. / D.L.

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