'Adrenalina' pode ter causado agressão, dizem sambistas

Um dos membros da diretoria da Tom Maior, Marko Antonio da Silva, disse que o tumulto causado pela agressão a um cinegrafista da Rede TV no início do desfile da Pérola Negra pode ter sido resultado da "adrenalina" com que as escolas chegam à avenida. "A imprensa nem sempre entende que nós precisamos deste espaço", disse. A representante da diretoria da Mocidade Alegre, Solange Cruz Rezende, chegou a fazer um desabafo: "Nos revolta quando a imprensa não respeita nosso espaço. Isso prejudica a escola e para os jurados não importa se foi um repórter que atrapalhou o desfile ou se foi um erro da escola." Os dois são representes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo e fizeram as declarações durante entrevista coletiva para apresentar um balanço dos desfiles.O tumulto ocorreu minutos depois que a Pérola Negra começou a desfilar. O repórter cinematográfico Fábio Ferreira Garcia, da Rede TV, e uma repórter tentavam entrevistar integrantes da bateria que ainda aguardavam na concentração para ingressar no Sambódromo, quando um componente da escola empurrou a repórter. Garcia tentou defendê-la e acabou levando um soco do integrante da escola, o que causou tumulto no local. Os integrantes da escola e os seguranças afastaram aos empurrões todas as pessoas que estavam próximas ao tumulto. "Eu tenho de continuar a trabalhar mas antes vou registrar um boletim de ocorrência", disse o cinegrafista, que sangrava na boca ao sair da área da concentração.

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

03 de fevereiro de 2008 | 07h34

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