Advogada de delatores da Lava Jato diz que fechou escritório após sofrer ameaças 'veladas'

A advogada Beatriz Catta Preta, responsável por vários acordos de delação premiada na operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na Petrobras, disse nesta quinta-feira ao Jornal Nacional, da TV Globo, que fechou seu escritório de advocacia por se sentir ameaçada pelos integrantes da CPI da Petrobras.

REUTERS

30 Julho 2015 | 22h08

"Pela segurança da minha família, dos meus filhos, eu decidi encerrar minha carreira na advocacia. Eu fechei o meu escritório", afirmou Catta Preta.

Ela disse não ter recebido ameaças de morte, mas que as ameaças chegaram a ela de forma "velada".

A advogada decidiu subitamente deixar de atender a todos os clientes, incluídos os investigados na Lava Jato, e viajou para Miami com a família neste mês em férias.

Catta Preta foi convocada a prestar depoimento na CPI da Petrobras e os parlamentares queriam saber quanto ela cobrou dos clientes e qual era a origem do dinheiro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, concedeu habeas corpus nesta quinta-feira que desobriga Catta Preta de comparecer à CPI.

A advogada negociou acordos de delação premiada para nove réus na operação Lava Jato, entre eles o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o primeiro a admitir participação no esquema de corrupção na estatal.

(Reportagem de Caroline Stauffer)

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