Advogada diz ter avisado PMs de decisão de juíza

A segunda testemunha de acusação a ser interrogada no julgamento do cabo da PM Sérgio Costa Júnior, acusado de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido no dia 11 de agosto de 2011, em Niteroi, no Rio de Janeiro, foi a advogada Ana Cláudia Abreu Lourenço, que defende o PM Sammy Quintanilha em outro processo de homicídio.

MARCELO GOMES, Agência Estado

04 Dezembro 2012 | 12h13

A advogada disse que trabalhava há mais de dez anos em processos que tramitavam na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde Patrícia era a titular. Com o tempo, teriam se tornado próximas. Quintanilha também é réu no processo da morte da magistrada. Ana Cláudia confirmou que, no dia 11 de agosto de 2011, foi avisada por Patrícia da decretação da prisão de PMs do batalhão de São Gonçalo pela execução de Diego Belini em uma favela daquele município, no dia 3 de junho de 2011. O caso foi registrado como auto de resistência (morte de suspeito em confronto com a polícia). Após investigações, no entanto, a juíza Patrícia Acioli concluiu que o rapaz foi executado.

Ana Cláudia contou que, após ser avisada por Patrícia, telefonou, por volta das 19 horas, para quatro PMs para avisá-los da prisão: Sammy, Jefferson de Araújo Miranda, Charles Azevedo Tavares e o tenente Daniel Santos Benitez Lopez. Segundo as investigações, o oficial e o cabo Sérgio Costa Júnior acabariam executando Patricia pouco depois das 23 horas naquele mesmo dia.

Esse trecho do depoimento da advogada causou surpresa já que Ana Cláudia havia dito que falou com Sammy por telefone mesmo ele estando preso no Batalhão Especial Prisional da PM, em Benfica, na zona norte do Rio. Após o interrogatório de Ana Cláudia o Ministério Público dispensou a sua terceira testemunha. A sessão foi suspensa e será retomada com o depoimento da primeira testemunha de defesa.

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