Advogado: acusações contra padre de SP eram 'frágeis'

O advogado Eduardo Caleiro Palma, que defende o padre José Afonso Dé, de Franca (SP), disse que imagina que a CPI da Pedofilia não deve ter encontrado motivos para citar o pároco no relatório final, apresentado ontem. No início deste ano, Dé, aos 74 anos, foi acusado de assédio sexual de pelo menos seis adolescentes entre 12 e 16 anos.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 19h43

"Confesso que fiquei satisfeito, pois acredito que o Tuma (senador Romeu Tuma) deve ter concluído que o inquérito contra o padre Dé tinha certa fragilidade", comentou Palma. "Só posso acreditar nisso", emendou ele, referindo-se à visita do senador à Franca, em maio. O senador ouviu a delegada do caso, um promotor e um juiz, mas não o padre nem seu advogado.

Padre Dé, desde que surgiu a denúncia, foi afastado pela Igreja de suas funções religiosas. Palma disse que não conversou com o sacerdote ultimamente. O advogado entende que, ao não ser citado pela CPI da Pedofilia, a Igreja poderia rever a sua posição, talvez trocando-o de paróquia.

Dé, que sempre negou as acusações, não fala sobre o assunto desde a denúncia. A CPI não o chamou a depor em Brasília. Dé, no entanto, em abril, foi indiciado pela Polícia Civil de Franca e acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por crimes sexuais contra quatro jovens que tinham entre 13 e 16 anos.

Dé atuava na Paróquia São Vicente de Paulo, e em março surgiram denúncias contra ele, inicialmente no Conselho Tutelar, que encaminhou à Polícia Civil. O bispo francano Pedro Luiz Stringhini afastou o padre de suas funções religiosas e aguardaria a conclusão do inquérito policial.

Uma das vítimas disse que morou na casa do padre, que o teria beijado na boca. Os assédios teriam ocorrido após missas, entre janeiro e fevereiro deste ano. Além de beijos, carícias nos órgãos genitais dos meninos seriam praticadas pelo sacerdote, mas sem relações sexuais.

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