Advogado cita ovelha Dolly para contestar CNBB no STF

O advogado Leonardo Mundim, representante do Congresso Nacional, defendeu a manutenção do artigo da Lei da Biossegurança que garante a pesquisa com células-tronco embrionárias no julgamento que acontece hoje no Supremo Tribunal Federal (STF). Mundim contestou a tese da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de que a vida tem começo no momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide e, para isso, usou o exemplo da ovelha Dolly. Com fins de "exemplo científico", ele relembrou o caso da ovelha Dolly, clonada a partir de células de outra ovelha. "Por não ter sido gerada de uma fecundação, Dolly não é viva?" O advogado disse que a Lei de Biossegurança foi aprovada por ampla maioria na Câmara e no Senado. "O debate foi intenso e todas as vozes foram ouvidas", afirmou. "A Lei manifestou as vontades majoritárias da população."O advogado ainda apelou para quem seria beneficiado com o uso de células embrionárias. "De uma lado temos células que nunca encontrarão um útero. De outro temos adultos e crianças com alma e sonhos, que esperam que seu direito de uma vida melhor seja reconhecido", afirmou.

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

05 de março de 2008 | 16h20

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