Advogado de pai e madrasta de Isabella pede respeito

Advogado critica o fato de a família ter precisado contratar segurança particular por causa do assédio

Camilla Rigi, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2008 | 09h04

Poucas horas antes de o consultor financeiro Alexandre Alves Nardoni e sua mulher, Anna Carolina Trotta Jatobá, seguirem para o 9º Distrito Policial, onde serão novamente ouvidos nesta sexta-feira, 18, sobre a morte da garota Isabella de Oliveira Nardoni, um advogado do casal pediu respeito à família Nardoni, na porta da casa em que eles estão, no Tucuruvi, na zona norte da capital. Outro advogado, Rogério Neres, também está no local, mas não falou com a imprensa.   VEJA TAMBÉM Imagens do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella      "Vocês estão julgando essa família antecipadamente. não julguem para não serem julgados. A família está sendo julgada com uma crueldade que sequer consigo mensurar", afirmou Ricardo Martins. Ele também pediu respeito à família e ao trabalho dos advogados. "As pessoas precisam ter o mínimo de bom senso porque há leis regulamentares no País. Nós devemos observá-las e jamais fazer o julgamento antecipado. É humilhante, desesperador, ter de contratar pessoas para ficar na entrada, para que se tenha condições de dormir em paz", disse.   A uma hora do início do depoimento de Alexandre Nardoni e de Ana Carolina Jatobá, chegaram ao 9º DP mais quatro carros do Grupo de Operações Especiais (GOE), com isso são 9 veículos e mais de 25 policiais. Já há mais de 50 jornalistas e 30 populares acompanhando a movimentação em frente à delegacia, no bairro Carandiru, na Zona norte de São Paulo. As redes de televisão alugaram varandas e espaços em três casas vizinhas à DP em ângulos especiais para acompanhar a chegada de Alexandre e Anna Carolina.   Os depoimentos de Alexandre e Anna Carolina Jatobá, previstos para as 10h30, serão separados. O casal vai ser confrontado com informações colhidas pela polícia em depoimentos e provenientes dos laudos do Instituto de Criminalística e Instituto Médico-Legal. Isabella, de 5 anos, morreu em 29 de março, após ser agredida e jogada pela janela do apartamento de seu pai, no edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na zona norte de São Paulo.   Missa do padre Marcelo Rossi   A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina da Cunha Oliveira, de 24 anos, foi na noite de quinta-feira ao Templo do Terço Bizantino, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Ela assistiu à missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi acompanhada de alguns familiares. A bancária Ana Carolina, que estava afastada do serviço desde a morte da filha, voltou a trabalhar nesta semana. A menina de 5 anos morreu no dia 29 de março após ser arremessada do 6º andar de um prédio residencial, na zona norte da capital paulista.

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