Advogado é preso acusado de falsificar perfis no Orkut em SC

Ele criou perfis com informações da vida de uma colega de trabalho e do noivo dela na capital catarinense

Júlio Castro, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2008 | 19h27

O advogado Guilherme Gottardi, de 26 anos, foi preso em flagrante na quarta-feira pela polícia de Florianópolis, acusado de falsificar perfis no site de relacionamento Orkut. Ele foi encaminhado nesta quinta-feira, 14, pela manhã para a Central de Triagem, o conhecido "Cadeião", e ocupa uma cela com outros dois presos acusados de estelionato e furto. Segundo um agente prisional do Cadeião, Gottardi, momentaneamente, não tem recebido qualquer regalia por possuir curso superior. Visitas, somente de seu advogado. A prisão ocorreu em uma lan house, no centro da capital catarinense, quando ele postava imagens de vítimas no Orkut. De acordo com o investigador André Silveira, da 1ª Delegacia, Guilherme teria criado perfis falsos de uma colega de trabalho e do noivo dela. Guilherme trabalhava com a vítima numa agência do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e, segundo a polícia, teria criado um envolvimento, de parte dele, com a garota. As investigações iniciaram no ano passado, quando o noivo da vítima registrou boletim de ocorrência. Ele denunciou a criação de um perfil com informações falsas, entre elas, a de que ele seria gay. A polícia chegou a acionar os diretores do Orkut no Brasil, que passaram a monitorar os acesso do usuário denunciado e que cadastrou os dois perfis falsos. Há duas semanas, Guilherme criou outro perfil falso da garota em que relacionava informações profissionais dela, com o objetivo de difamá-la. Um novo boletim de ocorrência foi feito pela vítima. As diligências se intensificaram e as investigações chegaram até Gottardi. Ao ser preso, a polícia encontrou um CD com imagens da vítima e de sua família. A CPU do computador utilizada pelo suspeito foi apreendida para ser analisada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). O pai da jovem, que estava junto com a polícia no momento do flagrante, confirmou que vai aguardar o processo criminal e processá-lo por danos morais e reparação de danos morais.

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