Advogados de Berlusconi tentam parar julgamento de prostituição

O julgamento do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por acusações de que pagou para fazer sexo com uma prostituta menor de idade pode ser suspenso por alguns meses até que o tribunal superior da Itália decida qual juiz terá jurisdição sobre o caso, disseram os advogados do premiê nesta segunda-feira.

REUTERS

03 de outubro de 2011 | 11h33

Em uma arbitragem legal, os advogados de Berlusconi disseram que um tribunal de Milão não teria jurisdição sobre o caso e que o premiê deveria ser julgado em um tribunal especial para ministros. A decisão sobre o pedido de suspensão é esperada para mais tarde nesta segunda-feira.

Já uma decisão do tribunal superior italiano deve acontecer no começo de fevereiro.

Uma suspensão daria tempo à defesa de Berlusconi e evitaria mais manchetes negativas sobre o enfraquecido primeiro-ministro, que enfrenta uma série de escândalos e está lutando para afastar uma crise no mercado que ameaça deixar a dívida italiana fora de controle.

O bilionário de 75 anos nega que tenha feito algo errado e acusa magistrados de Milão de promoverem uma campanha motivada politicamente para tirá-lo do poder.

O julgamento do caso de prostituição está centrado nas acusações de que ele pagou para ter sexo com a adolescente marroquina Karima El Mahroug, uma dançarina de casa noturna conhecida pelo nome de palco Ruby.

Berlusconi também é acusado de ter telefonado para oficiais de polícia de Milão em maio para que ela fosse liberada da custódia a que foi submetida ao ser detida por alegações de roubo, a fim de evitar um escândalo.

O premiê disse que não fez sexo com El Mahroug. Ele admitiu ter feito a ligação para a polícia, na qual afirmou que El Mahroug era neta do então presidente egípcio Hosni Mubarak, mas disse que não exerceu influência indevida.

(Reportagem de Manuela D'Alessandro)

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