Advogados discutem antes de julgamento do caso Bruno

Com previsão de durar entre duas e três semanas, o julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros dois acusados pelo assassinato da ex-amante do jogador, Elisa Samudio, promete ser tumultuado. Antes mesmo do início da sessão já houve o primeiro início de confusão no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

19 de novembro de 2012 | 10h09

Um dos advogados de Bruno, Rui Pimenta, e Ércio Quaresma, que chegou a defender o goleiro no início das investigações mas renunciou ao caso ao se internar para tratar uma dependência de crack e hoje defende o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, discutiram e chegaram a trocar empurrões por causa do local para se assentar durante o julgamento. "Não ponha a mão, não", reagiu Pimenta, após Quaresma bater em seu ombro querendo se sentar no lugar ocupado pelo primeiro.

Após alguns minutos de discussão, os advogados entraram em acordo. "Fico feliz de não ter que intervir em uma questão tão pequena", observou a juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside a sessão. Em seguida, porém, Quaresma começou a discutir com o escrivão e outros funcionários do fórum alegando que não há estrutura para a defesa de Bola - composta por seis pessoas - trabalhar.

O julgamento estava previsto para ser iniciado às 9h, mas, quase uma hora depois, a sessão ainda não havia começado. Além de Bruno e Bola, também vão ser julgados a partir desta segunda-feira o ex-braço direito do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a ex-esposa do jogador, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra ex-namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro. As duas também chegaram a ser presas, mas estavam aguardando o julgamento em liberdade.

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