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Aécio admite acordo com Serra para candidatura do PSDB em 2010

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Por Redação
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O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu nesta quinta-feira, pela primeira vez, a possibilidade de um acordo com o governador de São Paulo, José Serra, para a definição do candidato tucano à Presidência da República em 2010. Segundo Aécio, apesar de o partido ter definido o modelo de prévias para a escolha de seu representante nas eleições presidenciais, um acordo, condicionado às "afinidades e ao objetivo da vitória", não está descartado. "É uma possibilidade também, é óbvio. Ninguém sabe ainda qual será o quadro no final do ano. Pode ser que haja entendimento", disse. "Todos nós temos, acima de qualquer projeto pessoal, um objetivo maior que é vencer as eleições. Então, no momento em que nós chegarmos juntos a uma avaliação consensualmente de que essa ou aquela candidatura é mais viável, e havendo entendimento nessa direção, não haveria necessidade das prévias", acrescentou. As declarações do governador foram dadas após encontro com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e com o secretário-geral da legenda, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), no qual os parlamentares foram justamente comunicar ao governador mineiro a definição do modelo de prévias. A escolha por meio de eleição interna do partido é uma reivindicação de Aécio. "O mais importante é essa sinalização de que o PSDB, diferentemente do passado, onde duas ou três pessoas --e eu me incluo entre elas-- definiam quem era o candidato. Havendo dúvida, vamos ouvir o partido", ressaltou. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do presidente Lula, tem tido desempenho crescente nas pesquisas de opinião, que permanecem indicando Serra na liderança. A executiva nacional do PSDB aprovou na quarta-feira a regulamentação das prévias internas do partido para a escolha do candidato a presidente em 2010. A escolha será entre dezembro e fevereiro e levará em consideração o peso eleitoral de casa Estado para a contagem dos votos. São Paulo e Minas Gerais, maiores colégios eleitorais do país, terão preponderância maior. Não está definido, no entanto, o universo de eleitores. (Reportagem de Marcelo Portela)

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