Aécio diz que cresceu bem mais que Dilma no 2º turno e não previa eleição fácil

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira a jornalistas estar "extremamente feliz" com os resultados das últimas pesquisas eleitorais, afirmando que sua candidatura cresceu bem mais do que a da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

REUTERS

16 de outubro de 2014 | 15h47

"Nós tínhamos 33 por cento (dos votos válidos) em 5 de outubro e hoje estamos com 51 por cento das intenções de voto, eu não sei se em outra campanha na história da democracia brasileira houve um crescimento tão grande de uma candidatura em tao pouco tempo", afirmou Aécio a jornalistas, acrescentando que nunca esperou uma eleição fácil.

"Agora, o governo tem uma base de sustentação sólida e, obviamente, atua no mesmo caminho.... de tentativa da desconstrução (da candidatura do PSDB)", acrescentou Aécio.

Os levantamentos Datafolha e Ibope divulgados na quarta-feira mostraram estabilidade na corrida presidencial, com ambos os institutos apontando o tucano com 51 por cento dos votos válidos contra 49 por cento para Dilma, em empate técnico e com o mesmo resultado das pesquisas feitas na semana passada.

Havia expectativa, em particular no mercado financeiro, de que Aécio --candidato preferido pela maioria dos investidores-- continuasse a crescer nas pesquisas eleitorais, em meio aos escândalos de suposta corrupção na estatal Petrobras e pelo apoio de partidos e da terceira candidata do primeiro turno, Marina Silva (PSB), ao tucano.

A chegada de Aécio ao segundo turno foi possível graças a uma forte arrancada a poucos dias da votação.

"Eu nunca achei que seria uma eleição fácil, talvez meus adversários achassem que seria uma eleição fácil", disse o tucano.

(Reportagem de Tatiana Ramil)

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