Aécio sugere que PSDB se acomodou

Ele defende ampliação de alianças e decisão rápida sobre candidato

Luciana Nunes Leal, RIO, O Estadao de S.Paulo

15 Dezembro 2009 | 00h00

Se o comando nacional do PSDB persistir na estratégia de adiar ao máximo o anúncio do candidato tucano à Presidência, o governador de Minas, Aécio Neves, comunicará ao partido na primeira semana de janeiro a retirada de seu nome como possível concorrente à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A alternativa será disputar uma vaga ao Senado. Ele disse ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que não vai esperar além dos "primeiros dias de janeiro".

Ontem, no Rio, o governador não quis falar em candidatura a senador, mas reiterou que janeiro é o prazo final para sua decisão. Até lá, afirmou, mantém a condição de presidenciável.

A direção do PSDB não deu sinais, até agora, de que pretenda anunciar no início do ano o nome do tucano que enfrentará a candidata do PT, ministra Dilma Rousseff. Com isso, favorece o governador de São Paulo, José Serra, que prefere esperar até o fim de março.

Ontem, Aécio afirmou que "o PSDB deve sair da comodidade de aliança com o DEM e o PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencer as eleições". Disse que, em janeiro, poderia trabalhar pela aproximação com PSB, PDT, PP e setores do PMDB. Segundo ele, o DEM é um parceiro natural e o escândalo no Distrito Federal não afetará a aliança nacional com o PSDB. Mas defendeu a ampliação da coalizão.

Presidente do PSDB de Minas, o deputado Nárcio Rodrigues disse que, se Aécio optar pela candidatura ao Senado, os tucanos mineiros vão trabalhar pela eleição de Serra, mas não poderão "fazer milagre". Nárcio lembrou que, em 2006, o PSDB de Minas fez campanha para Geraldo Alckmin presidente, mas, nas regiões mais pobres do Estado, Lula era imbatível.

PLEBISCITO

Na Firjan, Aécio chamou de "armadilha" a estratégia do PT de fazer da eleição presidencial uma disputa plebiscitária, com comparação entre a gestão Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O programa de TV do PT partiu para um viés um pouco perigoso ao querer dividir o País entre pobres e ricos, entre os que pensam no povo e os que são contra o povo. É uma falsa discussão", afirmou. "Se um extraterrestre pousasse sua nave aqui ia achar que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo foi feito de lá para cá", ironizou.

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