Aeroporto de Cumbica bate recorde de prisões por tráfico

O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, bateu o recorde de prisões por tráfico de drogas num único ano. De janeiro até agora, 269 pessoas foram parar na cadeia por tentar sair ou entrar no Brasil com cocaína, maconha, skunk ou ecstasy ou por envolvimento com quadrilhas que atuam nesses esquemas, segundo dados obtidos pela reportagem. É o maior registro desde 2001, quando se iniciou a estatística.

AE, Agencia Estado

17 Agosto 2009 | 08h57

Uma das razões, segundo a delegacia da Polícia Federal (PF) no aeroporto, é a Operação Carga Pesada - deflagrada pela PF em março, que resultou na desarticulação de quadrilhas que despachavam cocaína para o exterior pelo terminal de cargas. Ao todo, desde o início da investigação, em dezembro de 2007, confirmou-se o envolvimento de 60 pessoas, incluindo policiais e servidores da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Receita. O fechamento desse caminho estimulou um modelo tradicional: o aliciamento de pessoas para o envio de cocaína ao exterior, as chamadas ?mulas?.

O ex-secretário Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares avalia que o recorde de detenções em Guarulhos preocupa. ?Em vez de ficarmos atrás de ''mulas'', seria mais interessante atacar os centros internacionais de lavagem de dinheiro, que é onde os grandes traficantes operam as fortunas?, propõe. Soares sugere, ainda, a revisão das políticas para o combate às drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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