Aeroportos de Buenos Aires permanecem fechados

O Aeroporto Internacional de Ezeiza e o Aeroparque Jorge Newbery, ambos em Buenos Aires, na Argentina, permanecem fechados por conta das cinzas do vulcão chileno Puyehue, que atingem o espaço aéreo argentino. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (SNM) da Argentina, as estimativas são de que a nuvem de cinzas pode se dispersar na noite de hoje, permitindo, assim, a retomada dos voos.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

10 Junho 2011 | 09h33

A nuvem vulcânica chegou na manhã de ontem aos céus de Buenos Aires, o que levou ao cancelamento de 324 voos no Aeroparque e 110 voos em Ezeiza, segundo informações da Aeropuertos Argentina 2000, empresa concessionária dos terminais aéreos do país. As companhias aéreas tomaram a decisão de não realizar nenhum voo por questão de segurança, de acordo com os comunicados oficiais emitidos ontem. As partículas vulcânicas podem prejudicar a visibilidade e provocar danos nas turbinas dos aviões.

Um comitê de crise vai se reunir nesta manhã para avaliar as condições e a possibilidade de retomar os voos. O comitê é formado por representantes da Secretaria de Transporte, Serviço de Meteorologia, Administração Nacional de Aviação Civil (Anac), Organismo Regulador do Sistema Nacional de Aeroportos (ORSNA) e companhias aéreas.

O secretário de Transporte, Juan Pablo Schiavi, disse que a situação tem de ser avaliada "minuto a minuto", por se tratar de um fenômeno natural. "À medida que tivermos vento, o problema se resolve, porque (ele) leva a nuvem para outra direção. Mas também supomos que, em algum momento, o vulcão vai interromper sua atividade", disse.

Em entrevista concedida à imprensa local, Schiavi disse que o material vulcânico "é muito perigoso, muito abrasivo para os motores dos aviões e pode causar complicações graves". Em 2009, quando outro vulcão chileno, El Chaltén, entrou em atividade, a companhia aérea LAN teve um prejuízo de US$ 5 milhões por causa das cinzas que entraram nas turbinas de um dos seus aviões.

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